sexta-feira, 22 de março de 2013

Semeador de Luz



Semeador de Luz 
Joanna de Ângelis


Esparzem os raios de luz que. espoucam na tua alma, junto ao solo dos corações, enquanto medram soberanas sombras e imprecações.
Malgrado estejam feridas tuas mãos pelo cajado das lutas quotidianas, não seja isto empecilho para o mister da sementeira. Pelo contrário, permite que as gôtas de suor da face cansada e as bagas sanguinolentas, caindo na terra das almas se transformem na umidade generosa que desenvolve o embrião a dormir no casulo do amor latente em todos.
Embora os pés assinalados pela presença dos espinhos e da urze, avança na direção do Infinito, alargando a vereda que se estreita à frente para que os da retaguarda possam avançar também.
Não fales de cansaço nem arroles decepção. Aquêles que entesouram o amor podem desdobrar em milhares as moedas da coragem, para continuarem ricos de entusiasmo.
Multiplicam os haveres na razão em que os doam e quanto mais distribuem mais possuem, conseguindo o milagre da felicidade onde se encontram.
Passam muitas vêzes combatidos pela indolência de uns e perseguidos pela rebeldia de outros, mas não se detêm.
Utilizando o tempo com propriedade, por reconhecerem que a hora da semeação passa breve e é necessário aproveitar o momento azado, não se rebelam, nem recalcitram, insistindo e perseverando com otimismo.
Semeador da luz: não temas a treva nem a discórdia, a precipitação ou a preguiça.
Muitos se dizem cansados no campo; outros se afirmam desiludidos; vários desejam renovar emoções caracterizando-se por inusitada saturação; alguns simplesmente desertaram, e onde medravam as primeiras plântulas a erva daninha triunfa e a desolação governa… Prossegue tu, porém, insistentemente, mesmo que te suponhas abandonado, a sós
*
Há aquêles que semeiam animosidades e deparam idiossincrasias.
Abundam os que espalham a ira e defrontam resíduos de ódios onde chegam.
Na alfândega da vida muitos apresentam disfarçadas as sementes da maledicência e da infâmia esperando liberação.
O imposto da impertinência, porém, cobra taxas pesadas àqueles que se fazem fiscais em nome da impiedade.
Por isso, na gleba imensa dos homens surgem e ressurgem tantos afligentes e afligidos disputando espaço na ribalta da ilusão fisiológica. Passam disfarçados, enganadores ou enganados, na busca do desencanto. São, também, semeadores do desconcêrto que defrontarão adiante…
Mesmo os cardos se enflorescem, algumas vêzes, e as pedras refulgem quando lapidadas.
Semeia, pois, a luz da esperança, ainda e sempre, desde que se te depare oportunidade feliz.
*
FRANCO, Divaldo Pereira. Florações Evangélicas. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. Capítulo 1.

Melindres - André Luiz


 Melindres

Não permita que suscetibilidades lhe conturbem o coração.
*
Dê aos outros a liberdade de pensar, tanto quanto você é livre para pensar como deseja.
*
Cada pessoa vê os problemas da vida em ângulo diferente.
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Muita vez, uma opinião diversa da sua pode ser de grande auxílio em sua experiência ou negócio, se você se dispuser a estudá-la.
*
Melindres arrasam as melhores plantações de amizade.
*
Quem reclama, agrava as dificuldades.
*
Não cultive ressentimentos.
*
Melindrar-se é um modo de perder as melhores situações.
*
Não se aborreça, coopere.
*
Quem vive de se ferir, acaba na condição de espinheiro.
*

XAVIER, Francisco Cândido. Sinal Verde. Pelo Espírito André Luiz. CEC.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Tranquilidade... André Luiz




"Valorize os minutos. Tudo volta, com exceção da hora perdida..."




T R A N Q U I L I D A D E
André Luiz


Comece o dia na luz da oração.
O amor de Deus nunca falha.

Aceite qualquer dificuldade sem discutir.
Hoje é o tempo de fazer o melhor.
Trabalhe com alegria.

O preguiçoso, ainda mesmo quando se mostre num pedestal,
de ouro maciço é um cadáver que pensa...
Faça o bem quando possa.

Cada criatura transita entre as próprias criações.
Valorize os minutos.
Tudo volta com exceção da hora perdida.

Aprenda a obedecer no culto das próprias obrigações.
Se você não acredita na disciplina, observe um carro sem freio.
Estime a simplicidade.

O luxo é o mausoléu dos que se avizinham da morte.
Perdoe sem condições.

Irritar-se é o melhor processo de perder.
Use a gentileza, mas, de modo especial dentro da própria casa.

Experimente atender os familiares como você trata as visitas.

Em favor de sua paz conserve fidelidade a si mesmo.

Lembre-se de que, no dia do Calvário, a massa aplaudia a causa triunfante dos crucificadores,
mas o Cristo solitário era causa de Deus...


(Do livro "O Espírito da Verdade", André Luiz, Francisco C. Xavier)




 Realização: Instituto André Luiz

Mundo digital - Momento Espírita




Mundo digital

A cena é comum nos dias de hoje: reuniões sociais e profissionais, nas quais as pessoas ficam grande parte do tempo conectadas aos seus telefones móveis.


Quando chegam aos lugares, vão logo depositando à mesa o acessório e a partir daí, fica dividida a atenção. É um olho no ambiente e outro na tela do aparelho.


Parece até que tem um poder magnético, pois as pessoas são capazes de olhar mais para ele do que umas para as outras.


Estando sozinhos, a impressão que se tem é que o referido instrumento é capaz de fazer companhia ao indivíduo, substituindo a presença física de um amigo.

Quando funcionavam simplesmente como telefones não eram tão invasivos, mas hoje o seu uso está muito ampliado. Na ânsia de nos mantermos conectados com o mundo, por vezes, nos esquecemos de quem está ao nosso lado.

Priorizamos a necessidade de receber uma notícia importante, de enviar ou receber alguma mensagem ou fazer consulta para esclarecer dúvidas.
São os novos hábitos sociais.

Infelizmente, eles partem as pessoas ao meio. Metade do indivíduo fica presente e a outra metade fica ligada ao aparelho e a tudo que ele proporciona.

Temos consciência de que todo progresso tecnológico, quando empregado para o bem, traz alegria e conforto à humanidade.

São muitas as facilidades que essa nova tecnologia nos possibilita e abrir mão delas está fora de questão.

A reflexão é no sentido de utilizá-la da forma mais conveniente, com moderação e respeito aos que nos cercam.

É certo que esses aparelhos, que estão facilmente ao nosso alcance, nos trazem informações necessárias. Mas, devemos ter cuidado para que eles não interfiram em momentos fundamentais aos relacionamentos.

Estejamos atentos à forma como temos utilizado esses recursos.

Não deixemos jamais de valorizar a companhia de quem está ao nosso lado, de olhar nos olhos durante um diálogo, de escutar o outro com atenção, de se fazer presente e curtir o momento em que estamos vivendo essa ou aquela situação.

Procuremos não dar maior importância a esses aparelhos, em detrimento da atenção que possamos oferecer a quem está próximo de nós.

Os momentos passam e não voltam. Todos eles são importantes para fortalecer os vínculos afetivos que existem nos relacionamentos.

As mensagens, pesquisas, informações e tudo mais, muitas vezes, podem esperar.

* * *
Qualquer processo de reeducação é sempre mais trabalhoso do que a educação pura e simples, pois implica em deixarmos hábitos enraizados e substituí-los por outros.

Se já nos deixamos levar por esses costumes inadequados, busquemos modificá-los.

Nessa época de tecnologia avançada e de cibernética, trabalhemos em nós mesmos a capacidade de vivenciar integralmente os relacionamentos pessoais.

Busquemos desligarmo-nos do que está distante para valorizarmos e nos ligarmos verdadeiramente em quem está conosco aqui, agora.

Aproveitemos cada minuto com os amores, os afetos. Isso é insubstituível e poderá não se repetir.

Pensemos nisso: o momento é agora, enquanto estão conosco.

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Redação do Momento Espírita.
Em 29.08.2012.

sábado, 29 de setembro de 2012

Chico Xavier, O Maior Brasileiro de Todos os Tempos

 

 
Queridos amigos da lista:
Agora é a grande final: vamos votar em nosso amado Chico Xavier para o Maior Brasileiro de Todos os Tempos!
Não é pelo título, mas sim pela importância que tal vitória representa para a Doutrina Espírita... Princesa Isabel e Santos Dummont merecem nosso maior respeito, pela liberdade e progresso a que conduziram o Brasil, mas Chico soube, acima de tudo, conduzir o Brasil para Deus!
Por isso, nosso carinho e reconhecimento imorredouro, através de todos os meios e modos possíveis.
 
Por favor, votem aqui:
 
Contamos com o carinho e a atenção de todos. 
Grande e fraterno abraço, fiquem na paz de Jesus!
Moderação

ESPIRITISMO É AMOR! 
 Estude ESPIRITISMO... Pratique ESPIRITISMO... Viva ESPIRITISMO!
 Por um mundo melhor, mais justo e mais feliz!


quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Amor-Perdão




Amor-Perdão




Quando vige o amor nos sentimentos, não há lugar para o ressentimento. Não obstante, face à estrutura psicológica do ser humano, a afetividade espontânea sempre irrompe intentando crescimento, de modo a administrar as paisagens que constituem os objetivos existenciais. Não conseguindo atingir as metas, porque se depara com a agressividade inerente ao processo de desenvolvimento intelectomoral que ainda não se pôde instalar, sente-se combatida e impelida ao recuo. Tal ocorrência, nos indivíduos menos equipados de valores éticos, gera mal-estar e choques comportamentais que se podem transformar em transtornos aflitivos.


Quando isso sucede, o ser maltratado refugia-se na mágoa, ancorando-se no desejo de desforço ou de vingança.

A injustiça de qualquer natureza é sempre uma agressão à ordem natural que deve viger em toda a parte, especialmente no homem que, por instinto, defende-se antes de ser agredido, arma-se temendo ser assaltado, fica à espreita em atitude defensiva…

Tudo quanto lhe constitui ameaça real ou imaginária torna-se-lhe temerário e, por mecanismo de defesa, experimenta as reações fisiológicas específicas que decorrem das expectativas psicológicas.

A raiva, sob esse aspecto, é uma reação que resulta da descarga de adrenalina na corrente sangüínea, quando se está sob tensão, medo, ansiedade ou conflito defensivo.

O medo que, às vezes, a inspira, impulsiona à agressão, em cujo momento assume o comando das atitudes, assenhoreando-se da mente e da emoção.

A criatura humana, portanto, convive com esses estados emocionais que se alternam de acordo com as ocorrências, e que se podem transformar em transtornos desesperadores tais o ódio, o pânico, a mágoa enfermiça.

A mágoa ou ressentimento, segundo os estudos da Dra. Robin Kasarjian, instala-se nos sentimentos em razão do Self encontrar-se envolto por sub-personalidades, que são as qualidades morais inferiores, aquelas herdadas das experiências primárias do processo evolutivo, tais a inveja, o ciúme, a malquerença, a perversidade, a insatisfação, o medo, a raiva, a ira, o ódio, etc.

Quando alguém emite uma onda inferior – sub-personalidade – a mesma sincroniza com uma faixa equivalente que se encontra naquele contra quem é direcionada a vibração, estabelecendo-se um contato infeliz, que provoca idêntica reação.

A partir daí estabelece-se a luta com enfrentamentos contínuos, que resultam em danos para ambos os litigantes, que passam a experimentar debilidade nas suas resistências da saúde física, emocional, psíquica, econômica, social… Naturalmente, porque a alteração do comportamento se reflete na sua existência humana.

Sentindo-se vilipendiado, ofendido, injustiçado, o outro, que se supõe vítima, acumula o morbo do ressentimento e cultiva-o, como recurso justo para descarregar o sofrimento que lhe está sendo imposto.

Essa atitude pode ser comparada à condução de “uma brasa para ser atirada no adversário que, apesar disso, enquanto não é lançada queima a mão daquele que a carrega”.

O ressentimento, por isso mesmo, é desequilíbrio da emoção, que passa a atitude infeliz, profundamente infantil, qual a de querer vingar-se, embora sofrendo os danos demorados que mantém esse estado até quando surja a oportunidade.

O amor, porém, proporciona a transformação das sub-personalidades em super-personalidades, o que impede a sintonia com os petardos inferiores que lhes sejam disparados.

Em nossa forma de examinar a questão do ressentimento e da estrutura psicológica em torno do Self, acreditamos que, em se traçando uma horizontal, e partindo-se do fulcro em torno de um semicírculo para baixo, teríamos as sub-personalidades, e, naquele que está acima da linha reta, defrontamos as super-personalidades, mesmo que, nas pessoas violentas e mais instintivas, em forma embrionária.

Toda vez que é gerada uma situação de antagonismo entre os indivíduos, as sub-personalidades se enfrentam, distendendo ondas de violência que encontram guarida no campo equivalente da pessoa objetivada.

Não houvesse esse registro negativo e a agressão se perderia, por faltar sintonia vibratória que facultasse a captação psíquica.

O ressentimento, portanto, é efeito também da onda perturbadora que se fixa nos painéis da emotividade, ampliando o campo da sub-personalidade semelhante que se transforma em gerador de toxinas que terminam por perturbar e enfermar quem o acolhe.

Sob o direcionamento do amor, a sub-personalidade tende a adquirir valores que a irão transformar em sentimentos elevados – super-personalidades – anulando, lentamente, a sombra, o lado mau do indivíduo, criando campo para o perdão.

É provável que, na primeira fase, o perdão não seja exatamente o olvidar da ofensa, apagando da memória a ocorrência desagradável e malfazeja. Isso virá com o tempo, na medida que novas conquistas éticas forem sendo armazenadas no inconsciente, sobrepondo-se às mazelas dominantes, por fim, anulando-lhes as vibrações deletérias que são disparadas contra o adversário, ao tempo em que desintegram as resistências daquele que as emite.

Não revidar o mal pelo mal é forma de amar, concedendo o direito de ser enfermo àquele que se transforma em agressor, que se compraz em afligir e perturbar.

Nessa condição – estágio primário do processo de desenvolvimento do pensamento e da emoção – é natural que o outro pense e aja de maneira equivocada.

O amor-perdão é um ato de gentileza que a pessoa se dispensa, não se permitindo entorpecer pelos vapores angustiantes do desequilíbrio ou desarticular-se emocionalmente sob a ação dos tóxicos do ódio ressentido.

O homem maduro psicologicamente é saudável, por isso, ama-se e perdoa-se quando se surpreende em erro, pois que percebe não ser especial ou alguém irretorquível.

Compreendendo que o trabalho de elevação se dá mediante as experiências de erros e de acertos, proporciona-se tolerância, nunca porém sendo complacente com esses equívocos, a ponto de os não querer corrigir.

É atitude de sabedoria perdoar-se e perdoar, porquanto a conquista dos valores éticos é conseqüência natural do equilíbrio emocional, patamar de segurança para a aquisição da plenitude.

O amor é força irradiante que vence as distonias da violência vigente no primarismo humano, gerador das sub-personalidades.

Surge como expressão de simpatia que toma corpo na emoção, distendendo ondas de felicidade que envolvem o ser psicológico e se torna força dominadora a conduzir os objetivos essenciais à vida digna.

Fonte proporcionadora do perdão, confunde-se com esse, porque as fronteiras aparentes não existem em realidade, desde que um somente tem vigência quando o outro se pode expressar.

Amor é saúde que se expande, tornando-se vitalidade que sustenta os ideais, fomenta o progresso e desenvolve os valores elevados que devem caracterizar a criatura humana.

Ínsito em todos os seres, é a luz da alma, momentaneamente em sombra, aguardando oportunidade de esplender e expandir-se.

O amor completa o ser, auxiliando-o na auto-superação de problemas que perdem o significado ante a sua grandeza.

Enquanto viger nos sentimentos, não haverá lugar para os resíduos enfermiços das sub-personalidades, que se transformarão em claridade psicológica, avançando para os níveis superiores do sentimento, quando a auto-realização conseguirá perdoar a tudo e a todos, forma única de viver em plenitude.


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Buscando a Felicidade... Emmanuel / Uma linda Primavera à todos!



A felicidade que pode realmente não existir na Terra, enquanto a Terra padecer a dolorosa influenciação de um só gemido de sofrimento, pode existir na alma humana, quando a criatura compreender que a felicidade verdadeira é sempre aquela que conseguimos criar para a felicidade do próximo.O primeiro passo, porém, para a aquisição de semelhante riqueza é o nosso entendimento das leis que nos regem, para que o egoísmo e a ambição não nos assaltem a vida.

O negociante que armazena toneladas de arroz, com o propósito de lucro fácil, não poderá ingeri-lo, senão na quantidade de alguns gramas por refeição.

O dono da fábrica de tecidos, interessado em reter o agasalho devido a milhões, não vestirá senão um costume exclusivo para resguardar-se contra a intempérie.

E o proprietário de extensas vilas, que delibera locupletar-se com o suor dos próprios irmãos, não poderá habitar senão uma casa só e ocupar, dentro dela, um só aposento para o seu próprio repouso.

Tudo na existência está subordinado a princípios que não podemos desrespeitar sem dano para nós mesmos, e, por esse motivo, a felicidade pura e simples é aquela que sabe retirar da vida os seus dons preciosos sem qualquer insulto ao direito ou à necessidade dos semelhantes.

Assim, pois, tudo aquilo que amontoamos, no mundo, em torno de nós, a pretexto de desfrutar privilégios e favores com prejuízo dos outros, redunda sempre em perigosa ilusão a envenenar-nos o espírito.

Felicidade é como qualquer recurso que só adquire valor quando em circulação em benefício de todos.

Em razão disso, saibamos dar do que somos e a distribuir daquilo que retemos, em favor dos que nos partilham a marcha, porque somente a felicidade que se divide é aquela que realmente se multiplica para ser nossa alegria e nossa luz, aqui e além, hoje e sempre.

(Do livro Inspiração", Emmanuel, Francisco Cândido Xavier)

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A felicidade real é uma casa que se constrói por dentro da própria alma.
Os bens que espalhes são os materiais para semelhante construção.
Sabes que o tempo é comparável ao rio que não se interrompe, seguindo sempre.
Muito estranho que a criatura se decida a levantar a sua própria moradia por cima de uma ponte.

("Estudo da Felicidade", de "Livro de Respostas, Emmanuel, Francisco Cândido Xavier)
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Realização: Instituto André Luiz
http://www.institutoandreluiz.org/
Créditos:
Tube Floral by Johanna / Misted Paisage 122 "Solitude" By Hebe
Arte Digital/Background: Lori
Loop musical "Sunrise", com Zamphir
Ao repassar/republicar, favor conservar os créditos.
Exclusivamente para uso não-comercial.
By passing on /republish, please keep the credits.
Exclusively for non-commercial use.
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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Ânimo nas Dificuldades - Joanna de Ângelis



Ânimo nas Dificuldades


 
Tu que ouviste a voz da mansuetude do Cristo e que te encorajaste face à grandeza da Sua vida, resigna-te, fortalecendo o ânimo, ante qualquer cometimento que te produza dor e que seja rotulado como desgraça ou infortúnio.

Nada ocorre por capricho pernicioso da vida. Recebemos conforme damos, assim como colhemos consoante a qualidade dos grãos que ensementamos.

Resignação significa coragem e fôrça na voragem do desespêro. Somente os cristãos autênticos e os homens possuidores de elevados ideais se fazem capazes de resignar-se quando o desalento e a alucinação já se apossaram de outros seres.

Os que se encastelam nas chacinas e nos desvãos da anarquia, dizendo-se superiores, são meninos medrincas, que não dispõem de energias para se reorganizarem e prosseguirem na atitude reta.

Se te convidam ao revide – resigna-te e ora.

Se te convocam ao ódio – resigna-te e confia.

Se te afrontam com agressões – resigna-te e agradece a Deus.

Os dias sempre e inevitavelmente se sucedem para bons e maus, e ninguém se eximirá jamais ao amanhã que a todos alcança, refletindo na claridade forte e pujante do tempo a manifestação – resposta dos nossos atos nas mesmas expressões com que desde hoje as produzimos.

Resignação, também, é vida, e vida abundante, na direção da vida eterna.
*
“Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei.” Mateus: capítulo 11º, versículo 28.
*
“O sentimento do dever cumprido vos dará repouso ao Espírito e resignação. O coração bate então melhor, a alma se asserena e o corpo se forra aos desfalecimentos, por isso que o corpo tanto menos forte se sente, quanto mais profundamente golpeado é o Espírito”.
 
 
 O ESPÍRITO DE VERDADE. (Havre, 1863). Evangelho Segundo o Espiritismo. 
Capítulo 6º – Item 8.
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FRANCO, Divaldo Pereira. Florações Evangélicas. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. Capítulo 30.


Resignação


 
Resignação
 

 
Na atual conjuntura intelectual do planêta e considerando-se o clima de rebeldia que irrompe virulenta por tôda a parte, a resignação para os aficcionados da violência e do prazer é manifestação patológica que tipifica as personalidades anômalas.

Diante do conceito disparatado e frágil, muitos se auto-afirmam pelos desmandos, quando convidados às paisagens da reflexão, pelo sofrimento, gerando males muito mais danosos do que aquêles dos quais pretendem fugir – Porque os seus planos colimam resultados diversos aos que aguardavam, atiram-se ao desalento, quando não partem para as reações abastardantes da crueldade ou do cinismo.

Se as enfermidades chegam, exasperam-Se, bandeando para a revolta, intoxicando-se interiormente com as emanações venenosas do inconformismo. Quando os insucessos lhes drenam as ambições desmedidas, desgarramse para os “sonhos róseos” dos estupefacientes e barbitúricos.

Diante das necessárias provações que os colocariam nas corretas engrenagens da máquina da vida, vituperam, ferozes e se destroçam nos abusos do sexo e do álcool, em dissipações inomináveis a que se arrojam. Suas resistências são tôdas comandadas pelos impulsos da ira ou da insatisfação, distantes das reações construtivas da inteligência que discerne, lógica e produz.

A resignação para êles é covardia moral no entanto, fogem à realidade até que a desencarnação os surpreende tardiamente com as realidades verdadeiras da vida, das quais se afastaram, encetando a partir daí longos períodos de sombra, dor e desassossego inimaginável.
 
 
Autor Desconhecido



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