sexta-feira, 13 de julho de 2012

Procure JESUS - Jô Castro

Procure JESUS

Se a angústia é o alvo de tuas aflições.
Corte o fio da amargura procurando Jesus.
Se os teus ideais de paz estão conturbados
pelos desacertos da tua intranqüilidade.
Procure Jesus.
Se o caminho da redenção está bloqueado
pela intemperança do desânimo.
Procure Jesus.
Se abismas a tua fé na vala da incompreensão.
Procure Jesus.
Se o teu coração está aflito pelo desejo de servir.
Procure Jesus.
Encontrarás no Mestre a caridade eterna,
que fará dos teus dias, os dias da humildade,
da paciência e do amor ao próximo.
Ame o que fazes lembrando Jesus, e levarás ao
teu semelhante o vigor de um coração que
encontra na caridade a fórmula mágica
para alegrar os seus dias.

Jô Castro
Psicografia
Rubens Silvio Germinhasi

HUMILDADE - Emmanuel

HUMILDADE

 

A humildade, por força divina, reflete-se, luminosa, em todos os domínios da Natureza, os quais expressam, efetivamente, o Trono de Deus, patrocinando o progresso e a renovação.

Magnificente, o Sol, cada dia, oscula a face do pântano sem clamar contra o insulto da lama; a flor, sem alarde, incensa a glória do céu. Filtrada na aspereza da rocha, a água se revela mais pura, e, em seguida às grandes calamidades, a colcha de erva cobre o campo, a fim de que o homem recomece a lida.

A carência de humildade, que, no fundo, é reconhecimento de nossa pequenez diante do Universo, surge na alma humana qual doentio enquistamento de sentimentos, quais sejam o orgulho e a cobiça, o egoísmo e a vaidade, que se responsabilizam pela discórdia e pela delinqüência em todas as direções.

Sem o reflexo da humildade, atributo de Deus no reino do "eu", a criatura sente-se proprietária exclusiva dos bens que a cercam, despreocupada da sua condição real de espírito em trânsito nos carreiros evolutivos e, apropriando-se da existência em sentido particularista, converte a própria alma em cidadela de ilusão, dentro da qual se recusa ao contato com as realidades fundamentais da vida.

Sob o fascínio de semelhante negação, ergue azorragues de revolta contra todos os que lhe inclinem o espírito ao aproveitamento das horas, já que, sem o clima da humildade, não se desvencilha da trama de sombras a que ainda se vincula, no plano da animalidade que todos deixamos para trás, após a auréola da razão.

Possuída pelo espírito da posse exclusivista, a alma acolhe facilmente o desespero e o ciúme, o despeito e a intemperança, que geram a tensão psíquica, da qual se derivam perigosas síndromes na vida orgânica, a se exprimirem na depressão nervosa e no desequilíbrio emotivo, na ulceração e na disfunção celular, para não nos referirmos aos deploráveis sucessos da experiência cotidiana, em que a ausência da humildade comanda o incentivo à loucura, nos mais dolorosos conflitos passionais.

Quem retrata em si os louros dessa virtude quase desconhecida aceita sem constrangimento a obrigação de trabalhar e servir, a benefício de todos, assimilando, deste modo, a bênção do equilíbrio e substancializando a manifestação das Leis Divinas, que jamais alardeiam as próprias dádivas.

Humildade não é servidão. É, sobretudo, independência, liberdade interior que nasce das profundezas do espírito, apoiando-lhe a permanente renovação para o bem.

Cultivá-la é avançar para a frente sem prender-se, é projetar o melhor de si mesmo sobre os caminhos do mundo, é olvidar todo o mal e recomeçar alegremente a tarefa do amor, cada dia…

Refletindo-a, do Céu para a Terra, em penhor de redenção e beleza, o Cristo de Deus nasceu na palha da Manjedoura e despediu-se dos homens
pelos braços da Cruz.

 

EMMANUEL
(Pensamento e Vida, 24, FCXavier)

* * *

Não se escravize às opiniões nesta sexta feira

terça-feira, 10 de julho de 2012

Sementes de Felicidade

Sementes de Felicidade

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Você sabe o que é felicidade? Ou você será daquelas pessoas que afirmam nunca terem sido felizes?

Será mesmo que a felicidade só alcança algumas pessoas ou será que você não descobriu o que é felicidade? Será que você pensa que felicidade deve ser total, irrestrita, ampla?

A felicidade existe. Ocorre que, comumente, não nos damos conta de fatos felizes. Não atentamos para coisas pequenas, mas importantes, que deveriam ser motivo de felicidade.

Recordamos de duas meninas cambojanas. Uma delas era uma criança miúda, vestindo farrapos. Estava tão coberta de fuligem que, num primeiro contato, não se conseguia ver se era menino ou menina.

Chamava-se Rithy e tinha doze anos. Nunca fora à escola. Vivia a revirar o lixão da capital cambojana, à procura de algo que pudesse render alguns trocados.

A outra tinha nove anos, chamava-se Nich. Ambas cheiravam muito mal.

Um homem se aproximou e disse que gostaria de conhecer a mãe delas. Combinou um encontro para o dia seguinte num café, à beira do rio, em um bairro turístico.

Deu-lhes dinheiro e, no dia seguinte, sentado à uma mesa, viu se aproximarem duas crianças.

Estavam tão limpas, tão transformadas que ele não as reconheceu.

Conversou com as mães e se propôs a lhes pagar uma mensalidade, caso mandassem as meninas para a escola, retirando-as do lixão, com o que concordaram.

A alegria iluminou o rosto das garotas. E mais ainda quando ele lhes comprou sorvete. Elas jamais haviam provado sorvete em sua vida.

O coração do homem também sorriu. Ele descobrira quão pouco bastava para provocar felicidade na vida de duas crianças.

Sim, para quem sabe apreciar cada momento da vida, cada gesto, cada dádiva, é fácil sorrir. Mesmo que toda sua vida tenha sido de dores e dificuldades.

E é o que as meninas faziam, ali, deliciando-se com o sorvete. Sorriam, felizes.

Como passou a sorrir Eang, de nove anos, encontrada imunda e coberta de feridas. Sua felicidade é ter saúde e frequentar a escola, onde alimenta um sonho: ser professora de inglês.

Também sorri aquele rapaz de dezessete anos, órfão desde os três e que morou no lixão quase toda sua vida. Depois de aprender inglês, trabalha como chef em elegante café.

Sempre feliz, sonha alto: abrir seu próprio restaurante.

E que se dizer da garota Leng, de seis anos, que jamais ganhara um presente ou bolo de aniversário!?

Ao redor de um enorme bolo, com seu nome escrito em cima, centenas de catadores de lixo cantaram Parabéns pra você.

Ela chorou, muitos choraram. Emoção geral.

Quando retornou para seu barraco, depois que todos tinham voltado para suas moradias, seu coração extravasou pelos lábios, cantarolando: Parabéns para mim. Parabéns para Leng. Parabéns para mim.

*   *   *

Se você acha que não é feliz, pense nessas crianças para as quais tudo que recebem é felicidade.

E descubra quantos motivos você tem para ser feliz: sua saúde, sua casa, seu lar, seus amores, a escola, o trabalho. A felicidade de ouvir este texto.

A alegria de ler, de concatenar ideias, a possibilidade de se emocionar…

Pense nisso.

Redação do Momento Espírita, com base no artigo Grande Scott,
de Robert Kiener, de Seleções Reader´s Digest, de junho de 2010.
Em 30.04.2012.

Sinta nesta terça feira que toda a natureza é uma harmonia

 
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