terça-feira, 10 de julho de 2012

Sementes de Felicidade

Sementes de Felicidade

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Você sabe o que é felicidade? Ou você será daquelas pessoas que afirmam nunca terem sido felizes?

Será mesmo que a felicidade só alcança algumas pessoas ou será que você não descobriu o que é felicidade? Será que você pensa que felicidade deve ser total, irrestrita, ampla?

A felicidade existe. Ocorre que, comumente, não nos damos conta de fatos felizes. Não atentamos para coisas pequenas, mas importantes, que deveriam ser motivo de felicidade.

Recordamos de duas meninas cambojanas. Uma delas era uma criança miúda, vestindo farrapos. Estava tão coberta de fuligem que, num primeiro contato, não se conseguia ver se era menino ou menina.

Chamava-se Rithy e tinha doze anos. Nunca fora à escola. Vivia a revirar o lixão da capital cambojana, à procura de algo que pudesse render alguns trocados.

A outra tinha nove anos, chamava-se Nich. Ambas cheiravam muito mal.

Um homem se aproximou e disse que gostaria de conhecer a mãe delas. Combinou um encontro para o dia seguinte num café, à beira do rio, em um bairro turístico.

Deu-lhes dinheiro e, no dia seguinte, sentado à uma mesa, viu se aproximarem duas crianças.

Estavam tão limpas, tão transformadas que ele não as reconheceu.

Conversou com as mães e se propôs a lhes pagar uma mensalidade, caso mandassem as meninas para a escola, retirando-as do lixão, com o que concordaram.

A alegria iluminou o rosto das garotas. E mais ainda quando ele lhes comprou sorvete. Elas jamais haviam provado sorvete em sua vida.

O coração do homem também sorriu. Ele descobrira quão pouco bastava para provocar felicidade na vida de duas crianças.

Sim, para quem sabe apreciar cada momento da vida, cada gesto, cada dádiva, é fácil sorrir. Mesmo que toda sua vida tenha sido de dores e dificuldades.

E é o que as meninas faziam, ali, deliciando-se com o sorvete. Sorriam, felizes.

Como passou a sorrir Eang, de nove anos, encontrada imunda e coberta de feridas. Sua felicidade é ter saúde e frequentar a escola, onde alimenta um sonho: ser professora de inglês.

Também sorri aquele rapaz de dezessete anos, órfão desde os três e que morou no lixão quase toda sua vida. Depois de aprender inglês, trabalha como chef em elegante café.

Sempre feliz, sonha alto: abrir seu próprio restaurante.

E que se dizer da garota Leng, de seis anos, que jamais ganhara um presente ou bolo de aniversário!?

Ao redor de um enorme bolo, com seu nome escrito em cima, centenas de catadores de lixo cantaram Parabéns pra você.

Ela chorou, muitos choraram. Emoção geral.

Quando retornou para seu barraco, depois que todos tinham voltado para suas moradias, seu coração extravasou pelos lábios, cantarolando: Parabéns para mim. Parabéns para Leng. Parabéns para mim.

*   *   *

Se você acha que não é feliz, pense nessas crianças para as quais tudo que recebem é felicidade.

E descubra quantos motivos você tem para ser feliz: sua saúde, sua casa, seu lar, seus amores, a escola, o trabalho. A felicidade de ouvir este texto.

A alegria de ler, de concatenar ideias, a possibilidade de se emocionar…

Pense nisso.

Redação do Momento Espírita, com base no artigo Grande Scott,
de Robert Kiener, de Seleções Reader´s Digest, de junho de 2010.
Em 30.04.2012.

Sinta nesta terça feira que toda a natureza é uma harmonia

 

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Iluminemos o Santuário - Emmanuel

Iluminemos o Santuário - Emmanuel

 

 

 

 

 

 

 


"Pois nós somos  um santuário do Deus Vivo." - Paulo. (II Coríntios, 6:16.)

 

O esforço individual estabelece a necessária diferenciação entre as criaturas, masa distribuição das oportunidades Divinas é sempre  a mesma para todos.
indiscriminadamente, todas as pessoas recebem possibilidades idênticas de crescimento mental  e elevação ao campo superior  da vida.
Todos somos,  pois, consoante  a sentença de Paulo, santuários do Deus Vivo.
Apesar  disso, inúmeras pessoas se declaram afastadas da Luz Eterna, deserdadas da Fé.
Enquanto dispõem  da saúde e do tesouro das possibilidades humanas, fazem anedotário leve e irônico.
Ao apagar das  luzes terrestres, porém, inabilitados à movimentação no campo da fantasia, revoltam-se contra  a Divindade e precipitam-se em abismo de desespero.
São companheiros  invigilantes  que ocuparam o  Santuário do Espírito com material  inadequado.
Absorvidos pelas preocupações  imediatistas da esfera inferior, transformaram    esperanças em ambições criminosas, expressões de confiança em fanatismo cego, aspirações do alto em interesses  da zona mais baixa.
Debalde se  faz  ouvir  a  palavra delicada  e  pura  do Senhor, no santuário    interno, quando a criatura, obcecada pelas  ilusões  do plano  físico, perde a  faculdade de escutar.
Entre os seus ouvidos e  a sublime advertência,
erguem-se fronteiras espessas de egoísmo cristalizado  e de viciosa aflição.
E,  pouco a pouco, o filho de Deus  encarnado na terra, de rico de  ideais  humanos e realizações transitórias, passa  à condição de mendigo de luz e paz, na velhice  e na morte…
O  Senhor continua ensinando  e amando, orientando e dirigindo, mas,  porque a  surdez  prossegue  sempre, chegam  a seu  tempo as bombas  renovadoras do sofrimento, convidando  a  mente desviada  e obscura à descoberta dos valores   que lhe  são próprios, reintegrando-a  no santuário  de si mesma para  o  reencontro  sublime  com a divindade.

.
Emmanuel

 

Não se deixe abater nesta segunda feira

 

domingo, 8 de julho de 2012

Levar o Amor

Levar o Amor

 

 

 

 

 

 

 

 


Que Eu leve o Amor…
A mim, em primeiro lugar.
Que Eu leve o Amor para dentro de mim e que todo auto-ódoi se converta em nova chance.
Que Eu me dê novas chances…
De Amar de novo, de Acertar de novo, de dar ao menos um pequeno passo adiante, afastando – me da estagnação.
Onde houver ódio em mim, que Eu leve o Amor.
Não esse amor de plástico, disfarçado de complacência, que mais me engana do que me enobrece.
Que seja um Amor maduro, que proclama seguro.
Eu sei quem sou!
Eu sei quem quero ser!
Que Eu leve o Amor…
À minha família.
Onde houver ódio na minha família, que Eu leve o Amor…
Que Eu seja a Luz, mesmo que pequenina, a iluminar a escuridão dos dias difíceis no meu lar.
Que Eu leve o Amor aos que sofrem em silêncio e não querem falar de suas mazelas.
Que Minhas Preces e meu sorriso os guarde em paz…
Que Eu leve o Amor quando seja ofendido, maltratado, menosprezado, esquecido.
Que Eu leve o Amor quando meus pais não me compreendam e nãosejam os pais que gostariade ter.
São os pais que preciso.
São os pais que me amam.
Que Eu leve o Amor…
Aos meus inimigos.
Que Eu leve o Amor mesmo a quem não me tem amor.
Que Eu respeite.
Que Eu compreenda.
Que Eu não me entregue ao ódio tão facilmente.
Que Eu leve o Amor aos que não conheço, mas que fazem parte do meu mundo.
Que Eu aprenda a chamá-los todos de irmãos…
Que Eu leve o Amor aos carentes, do corpo e da alma.
Que o meu sorriso seja a lembrança de que ainda há tempo para mudar, para transformar.
Sou agente transformador.
Sou agente iluminador.
Sou instrumento da paz no mundo.
Que Eu leve o Amor…


Fonte: Blog Espírita

Dar e Deixar

Dar e Deixar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Quando Cirilo Fragoso  bateu às portas da  Esfera Superior e foi atendido por um Anjo que velava, solícito, com surpresa verificou que o seu nome não constava  entre os esperados do dia.
–Fiz muita  Caridade –  alegou, irritadiço –,  Doei quanto pude.
Protegi os  Pobres e os Doentes,  Amparei as Viúvas  e os Órfãos.
Quanto fiz lhes pertence.
Oh! Deus, onde  a  esperança dos que se entregaram às Promessas do Cristo?
Fragoso traduzia o próprio pesar com a boca, no entanto, a Consciência, como que     instalada  agora em seus ouvidos, instava com ele a recordar.
Inegavelmente, amontoara vultosos bens.
Atingira grande êxito nos negócios.
Não conseguira visitar pessoalmente  os necessitados, porque o tempo não  lhe chegava cada dia, na laboriosa tarefa de preservação da própria fortuna, jamais obtivera folgas para ouvir  um necessitado, nunca  pudera dispensar um minuto  às  mulheres  infelizes  que lhe recorriam à casa, entretanto, prevendo a morte  que se avizinhava, inflexível,  organizara generoso testamento.
E  assim, agindo à pressa, não e esquecera  das instituições piedosas das quais possuía vago conhecimento,  inclusive  as  que ele pretendia  criar.
Por isso, em quatro  dias  doou as todas com expressivos recursos, encomendando-se-lhes  às  preces.
Não se desfizera,  pois, de tudo, para exercer  o auxilio ao próximo?
Não  teria  sido, porém, mais aconselhável praticar a beneficência,  antes da    atribulada viagem para o túmulo?
Notando que o Coração e a  Consciência  duelavam dentro dele, rogou  à entidade angélica  tornasse em consideração  a  legitimidade das suas demonstrações de virtude, reafirmando que a caridade por ele  efetuada deveria ser passaporte justo ao acesso ao paraíso.
O Benfeitor Espiritual  declarou respeitar-lhe  o argumento, informando, porém, que só mediante provas tangíveis  advogar-lhe-ia  a  causa, junto aos  poderes celestes.
Trouxesse Fragoso a documentação  positiva daquilo que verbalmente apontava e defender-lhe-ia  a  entrada no paço da eterna luz.
Cirilo deu-se pressa em voltar à terra e, aflito, extraiu as notas mais importantes, com referência aos legados  que fizera  às  associações pias,presentes e futuras, nas derradeiras horas do corpo, e retornou  à presença do     amigo espiritual, diante de quem  leu em voz  firme  e confiante:
Para os Velhinhos de diversos  refúgios, deixei quatrocentos  mil cruzeiros.
Para os  Doentes de várias agremiações, deixei oitocentos mil cruzeiros.
Para a instalação de um Hospital  de câncer, deixei seiscentos  mil cruzeiros.
Para a fundação do instituto São Damião, em favor dos leprosos, deixei trezentos  mil cruzeiros.
Para  a assistência à Infância desvalida,  deixei quinhentos mil cruzeiros.
Para meus empregados, deixei quatro casas e  seis lotes de terras, no valor e um milhão e duzentos mil cruzeiros.
Terminada a leitura, reparou que o anjo não se mostrava satisfeito.
Em razão disso, perguntou, ansioso:
Não terei cumprido,  assim, os preceitos de Jesus?
O interpelado, porém, aclarou, triste:
Fragoso,  é  preciso pensar.
Segundo o Evangelho, Bem-Aventurado  é aquele que dá com alegria.
Mas, realmente, você não deu.
Suas anotações não deixam margem a qualquer dúvida.
Você simplesmente deixou.
Deixou, porque não podia trazer.
E porque Cirilo entrasse em aflitiva expectação,  Anjo rematou:
Infelizmente,  seu  lugar, por enquanto, ainda não é aqui.
De conformidade com  os ensinamentos do Mestre Divino, onde situamos o  tesouro da nossa vida aí guardaremos a própria alma.
Seu testamento não exprime Libertação.
Quem  dá, Serve e Passa.
Quem  Deixa, Larga provisoriamente.
Você  ainda não se exonerou das responsabilidades para com o dinheiro.
Volte  a mundo e ampare aqueles a quem você confiou os bens que lhe foram emprestados pela Providência Divina e, ajudando-os a usá-los na Caridade  Verdadeira, você conhecerá, com experiência própria, o desprendimento da  posse.
A  morte obrigou-o a deixar.
Agora, meu amigo, cabe-lhe  exercitar a ciência de Dar com Alma  e Coração.
Foi assim que Cirilo Fragoso, embora acabrunhado, regressou à esfera dos homens, em espírito, para Aprender a Beneficência com  Alicerces na Renúncia.


Fonte: Blog Espírita

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