quarta-feira, 4 de julho de 2012

Riqueza para o Céu - Emmanuel


Riqueza para o Céu - Emmanuel



Quem se aflige indebitamente, ao ver o triunfo e a prosperidade de muitos homens impiedosos e egoístas, no fundo dá mostras de inveja, revolta, ambição e desesperança. É preciso que assim não seja!
Afinal, quem pode dizer que retêm as vantagens da Terra, com o devido merecimento?
Se observarmos homens e mulheres, despojados de qualquer escrúpulo moral, detendo valores transitórios do mundo, tenhamos, ao revés, pena deles.
A palavra de Cristo é clara e insofismável. – "Amontoa tesouros no Céu" – disse-nos o Senhor.
Isso quer dizer "acumulemos valores íntimos para comungar a glória eterna!".
Efêmera será sempre a galeria de evidência carnal.
Beleza física, poder temporário, propriedade passageira e fortuna amoedada podem ser simples atributo da máscara humana, que o tempo transforma, infatigável.
Amealhemos bondade e cultura, compreensão e simpatia.
Sem o tesouro da educação pessoal é inútil a nossa penetração nos céus, porquanto estaríamos órfãos de sintonia para corresponder aos apelos da Vida Superior.
Cresçamos em virtude e incorporemos a verdadeira sabedoria, porque amanhã será visitado pela mão niveladora da morte e possuirás tão somente as qualidades nobres ou aviltantes que houveres instalado em ti mesmo.
Emmanuel e Francisco C. Xavier

Perdas - Ermance Dufaux

Perdas

Perdas

"Mas ajuntai tesouros no céu…" – Mateus, 6:20

Mesmo guardando prudência e moderação, serás convocado ao aprendizado do desapego.

Na condição de usufrutuário passageiro das bênçãos que te felicitam, não obterás certidão de posse sobre tais recursos.

Não existem perdas reais no universo, porque nada pertence a ninguém.

Quando a vida te convidar às necessárias renovações, ainda que sofras a dolorosa cirurgia do desprendimento, mantém-te no controle de ti mesmo.

Hoje é o filho que muda, amanhã um vínculo que parte, depois é um bem surrupiado, mais além um emprego que é retirado.

Não são perdas, são mudanças.

Guarda calma e equilíbrio para que entendas o "recado" de Deus a ti endereçado nas alterações que a existência te conclama.

As dores das perdas são preciosos receituários contra as ilusões que carregamos.

 

Ermance Dufaux

Decepção e a ... Bondade Divina

Decepção e a ... Bondade Divina


A felicidade não é deste mundo constitui uma citação bastante conhecida.
Ela corresponde a uma realidade, pois raramente no mundo se conjuga tudo o que se acha necessário para alguém ser perfeitamente feliz.
Saúde, mocidade, beleza e dinheiro entram nessa equação.
Contudo, mesmo na presença de tais fatores objetivos, muitas vezes a criatura padece de tormentos íntimos.
Veem-se com frequência seres aparentemente privilegiados a reclamar da vida.
Consultórios de psicólogos e psiquiatras também são frequentados por aqueles a quem se imaginaria felizes e saciados.
Mas a ampla maioria dos seres humanos debate-se com inúmeros problemas.
Nos mais variados planos da existência, os dramas se sucedem.
Dificuldades financeiras, de relacionamento ou de saúde clamam por atenção.
Perante as naturais decepções do mundo, por vezes as criaturas se rebelam.
Quando alcançadas por experiências dilacerantes, imaginam-se abandonadas por Deus.
Esse modo de sentir revela uma compreensão muito restrita da vida.
Ele até seria razoável, caso tudo se esgotasse em uma única existência material.
Perante a vida que segue pujante além do túmulo, os problemas materiais diminuem de importância.
Em face desse amplo contexto, dificuldades não são tragédias, mas simples desafios.
Em cada homem reside um Anjo em perspectiva.
Ele é brindado com as experiências necessárias para atingir o seu augusto potencial.
As dores, por maiores que sejam, sempre passam.
Mesmo uma enfermidade incurável tem o seu término.
Após a morte do corpo físico, o Espírito prossegue sua jornada.
Se conseguiu passar com dignidade pelo teste, ressurge mais forte e virtuoso.
Caso tenha se permitido reclamações e revoltas, terá de refazer a lição.
Convém ter isso em mente ao enfrentar as crises da vida.
Deus é um Pai amoroso e bom.
Ele não Se rejubila em torturar Suas criaturas.
As dores do mundo têm finalidades transcendentes.
A maioria é providenciada pelos próprios homens, com suas paixões e equívocos.
Todas elas constituem desafios.
Ninguém deve acalentar o masoquismo e se rejubilar em sofrer.
É preciso lutar para sair de todas as dificuldades e recuperar o bem-estar.
Mas em face de situações inelutáveis, quando nada se pode fazer, é necessário pensar na bondade Divina.
Ela não se revela apenas quando tudo parece estar sob um céu azul, nas mesas fartas e nos sorrisos radiantes.
A bondade de Deus também se manifesta no sofrimento que torna o homem mais apto a compreender a dor do semelhante.
Ela está presente nas situações constrangedoras que minam o orgulho, a vaidade e a indiferença.
A vida na Terra é passageira e se destina ao burilamento do ser.
O viver terreno propicia resgate de equívocos do pretérito e preparação para etapas sublimes do existir imortal.
Em um mundo material e ainda bastante inferior, os entrechoques e as decepções são inevitáveis.
Apenas uma fé viva na bondade Divina permite que o homem preserve seu coração livre de amargura.
Pense nisso.

*

Fonte:
Redação do Momento Espírita
.

domingo, 1 de julho de 2012

Mensagem Semanal do site Momento Fraterno

Mensagem Semanal do site Momento Fraterno
 


 Nossos Piores Temores


Sempre se diz que nosso pensamento é força, energia criadora, átomo que impulsiona.

Estudos são realizados e comprovam essas frases, mostrando-nos inclusive que a fé associada à razão (pensar, refletir, ponderar) opera fenômenos fantásticos em nosso viver, em nosso íntimo e ao nosso redor.

Uma tecla é também constantemente batida: vigiai e orai. Aprendemos que o vigiar é prestar atenção em nós, em nossos pensamentos, em nossas idéias e desejos. Buscamos como foco as nossas atitudes e não possíveis inimigos, guerreiros camuflados ou ladrões que esperam pelo anoitecer para nos abalroar, posto que já compreendemos que nosso domínio está em nós mesmos e não em outrem.

Bem, ainda assim cometemos deslizes inúmeros e, o maior deles e que queremos comentar neste momento, é justamente dos temores que guardamos em nosso íntimo.

Identificarmos em nós as fragilidades e os medos é algo arrazoado, posto que estaremos nos auto-analisando e aprendendo a conviver/corrigir com nossas virtudes e defeitos, mas, comumente, fazemos algo totalmente indevido: alimentamos os nossos temores!

E temos algum predileto, que alimentamos e agasalhamos qual tesouro precioso: 'meu filho ainda vai me dar um imenso desgosto'; 'morro de medo de adoecer e ficar em uma cama'; 'eu suportaria tudo, menos me separar de meu companheiro(a)'; 'eu quero uma morte fulminante, Deus me livre depender de alguém'; etc.

Bem, não nos damos conta de que nossos maiores temores, enraizados em nosso íntimo e constantemente relembrados por nós, são uma força e uma energia, tal qual nosso pensar.

Eram uma planta robusta (alguma situação que desencadeou este temor) e não notamos que era uma planta mostruosa, cujas raízes ocultas estavam minando toda a vida ao redor e minando também a possibilidade das demais plantas crescerem e se desenvolverem.

Por isso, ela cresceu e se alastrou, fincou raízes em nosso ser e, cedo ou tarde, dará a sua preciosa flor: a concretização de nosso maior temor!

Reflitamos sobre o que estamos alimentando em nós, seja pré-ocupações, tensões ou ansiedades e não nos esqueçamos de que embora certas doenças sejam a nossa grande oportunidade/prova para a ascensão que almejamos, nem sempre elas fazem parte do nosso real cronograma, mas tornam-se um acréscimo gerado pela nossa própria mente às provas que Deus sensatamente nos envia.

Que a paz do Mestre nos envolva.

Fiorella Romana

01.07.2012


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Drogas Espiritismo e Esperanca - Nazareno Feitosa 2012 CELUZ

Envelhecer com Sabedoria

Envelhecer com Sabedoria

Helena teve cinco filhos. Foi mãe muito jovem. Passou boa parte da vida cuidando das suas crianças, que tão rapidamente tornaram-se adultos.

Agora eram os netos que enchiam a casa de risos e correria.

Um dia, quando os afazeres já não eram tão numerosos e o tempo parecia passar mais lentamente, ela viu-se diante do espelho da sala.

Deteve-se.

Deus do céu!

Quem era aquela velhota que estava no reflexo do espelho?

Ou melhor, onde fora parar a jovem mulher que ela ainda sentia existir em sua intimidade?

Estaria aprisionada em uma carcaça envelhecida?

Como era possível isso?

Cobriu a face com as mãos e sentiu a pele enrugada.

Mexeu nos cabelos e procurou encontrar fios negros.

Tarefa difícil.

Restavam tão poucos.

As mãos também não pareciam mais com aquelas mãos operosas que tanto produziram ao longo da vida.

Ora, ora!

Então era isso!

Distraída em viver, ela não havia se dado conta que os anos haviam passado rapidamente.

Marcaram seu corpo, alteraram sua fisionomia.

Seu fôlego já não era mais o mesmo.

Nem seus movimentos que, antes ágeis, agora eram imprecisos e lentos.

Mas enquanto observava a transformação ocorrida, helena percebeu que o brilho de seus olhos permanecia igual.

Reconhecia em seu olhar o mesmo olhar de seu passado.

As vivências transformaram a jovem que ela fora em uma mulher muito mais sábia.

Seu corpo não era mais tão vigoroso, mas sua alma era muito mais forte do que havia sido antes.

O mesmo tempo que lhe trouxera rugas havia lhe oferecido experiência.

Ontem, jovem e bela, impetuosa e impaciente.

Hoje, madura e envelhecida, tolerante e compreensiva.

Helena olhou-se e sorriu.

Adoraria ter a pele um pouco mais lisa, mas sabia que não era isso que a faria feliz.

Sabia que a decadência do corpo não representava prejuízo algum a sua alma vibrante e disposta.

As marcas que o tempo fizera em seu corpo eram apenas para sinalizar o passar dos dias e as constantes mudanças da vida.

Vida essa que não se acaba nunca, nem mesmo quando os corpos envelhecidos deixam de funcionar.

Helena sentiu o coração encher-se de alegria.

"Melhor do que nunca!" – disse para si mesma – "a cada dia que passa eu me sinto melhor do que nunca!"

Celebre a vida todos os dias.

Celebre o fato de dispor de um corpo, seja ele jovem ou não, que lhe possibilita mais essa experiência na Terra.

Agradeça ao Criador pela dádiva da existência.

Aproveite seus minutos, seus dias, sua vida.

Aproveitar, no entanto, não significa exaurir as forças vitais pelos excessos de toda a ordem.

Aproveitar quer dizer, em verdade, fazer bom uso, dar utilidade.

O corpo físico, invólucro perecível de nossas almas imortais, deve ser tratado com o zelo que garanta sua utilização adequada.

Mas sem neuroses ou preocupações descabidas, mesmo quando a juventude for apenas a lembrança de mais uma etapa superada.

Envelhecer de forma sábia é reflexo de se viver bem.

Pense nisso, e viva com sabedoria.

A Missão do Espiritismo: Erros, Desvios, Mistificações, Falsos Profetas - Nazareno Feitosa 2012

Não perca sua serenidade neste domingo

 
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